Brasília - DF
16 de agosto de 2017

Rap-Tura

O Rap-Tura

O Rap-Tura é um evento do Projeto NewForLife que  tem a intenção de promover de forma democrática e de ampla participação popular a prática dos 4 Elementos do Hip Hop, no Rap-Tura podemos ver  o Dj, o Mc, Break, e o Graffiti em um só evento como expressões artísticas, contribuindo para a difusão cultural e desenvolvimento do indivíduo.

História do Hip Hop

O Hip Hop surgiu no final da década de 60, com o movimento de jovens negros e “hispanoamericanos dos guetos pobres do bairro do Bronx” A luta pela igualdade entre brancos e negros era muito grande, os negros nesta época eram discriminados em ônibus, escola e banheiro. Esta luta era liderada por Matin Luther King, que os levou a liberdade do isolamento. Com isso a classe média negra abandona os guetos para ocupar postos nas universidades, iam em busca de moradia que antes não tinham acesso. A falta econômica da classe média deixa o bairro sem oportunidades. Martin Luther King é assassinado, e muitos jovens partem para guerra do Vietnã deixando suas famílias. E com a morte de Martin Luther King, os sonhos de unidade entre as pessoas morrem com ele.

Nesta época a paisagem do Bronx, era a mais devastada dos Estados Unidos, com 40% de seu casario destruído e condenado. A população havia despencado de 38.300 em 1970 para 16.600 em 1980. O lugar se tornou um cenário em chamas e ruínas, com gangues em constante conflito, alto número de viciados em heroína e o crime operando solto completavam o sinistro quadro. Em meio a esse cenário os jovens buscaram alternativas artisticas para sobreviverem: “uma intensa movimentação cultural surgia entre as cinzas. Paredes com assinaturas coloridas, Djs riscando trechinhos de discos obscuros, moleques rimando no microfone enquanto outros rodopiavam no chão”.

Assim nasceu o Rap, um eslo marcado por muitas definições, porém com objetivos bem definidos. “O movimento hip hop é considerado pelos jovens entrevistados a voz da periferia, uma cultura de rua, um eslo e uma filosofia de vida, um movimento de revolução atitude e protesto, marcado pela realidade e o desejo de mudanças” “a cultura Hip Hop é um estilo de vida.

É viver de forma diferente, interessante e produtiva. No Hip Hop tem aquela coisa de união, de um ajudar o outro, de dar uma força. Fazer parte da cultura Hip Hop é como fazer parte de uma família mesmo” A palavra rap é a abreviatura de ritmo e poesia, “nasceu da rua para rua”, com uma temática ligada ao social “contemporâneo”.

 

Os 4 Elementos:

Grafite: É a expressão plástica, representada por meio de desenhos, apelidos ou mensagens sobre qualquer assunto, feitas com spray, rolinho e pincel em muros ou paredes. Sendo considerado por muitos uma forma de arte, diferente do “picho”, que têm outra função de apenas deixar sua marca, o grafite é usado por muitos como forma de expressão e denúncia.

Os grafiteiros que fazem parte do Hip Hop procuram fazer da sua arte um meio de comunicação, utilizando-a para protestar, denunciar, transformar o seu meio e a sociedade. Nesse sentido seu principal objetivo é “mandar uma mensagem”, sem influências e sem a pretensão de ficar famoso ou rico. Há grafiteiros que não pracam o Hip Hop. Um exemplo é o arsta Alex Vallauri, nascido na Eópia em 1949 e falecido em São Paulo em 1987. Alex ficou conhecido como grafiteiro, artista gráfico, pintor, desenhista, cenógrafo e gravador. Para ele, o grafite é a forma de comunicação que mais se aproxima do seu ideário de arte para todos. Alex Vallauri é considerado o pai do grafite no Brasil. As técnicas do grafite hip hop e artistico são bem semelhantes o que divergem um do outro são os temas e acabamentos.

MC (master of cerimonies): Mestre de Cerimônia, é o porta-voz que relata, através de articulações de rimas, os problemas, carências e experiências em geral dos guetos. Não só descreve, também lança mensagens de alerta e orientação, o MC tem como principal função animar uma festa e contribuir com as pessoas para se divertirem. Muitos MCs no início do Hip Hop davam recados, mandavam cantadas e simplesmente animavam as festas com algumas rimas. O MC é hoje o cantor do rap. E uliza em suas músicas um “vocabulário acessível com intuito de informar e ampliar a consciência da sociedade para realidade em que vive.

Há diversidade de estilos de rap . Os mais comuns são o rap político, rap gospel rap romântico, gangster rap, rap for fun.. E movimentos geram conflitos pois expressam objetivos diferentes em suas letras, algumas mais agressivas, outras mais objetivas, outras ainda positivas, e que se diferenciam quanto aos temas e a forma de analisar a sociedade. Neste movimento o rap tem o compromisso de apresentar mensagens positivas e denunciar os problemas sociais.

DJ: É o instrumentista do Hip Hop que acompanha os MCs tendo como principal ferramenta o toca discos. Os primeiros Djs surgiram na Jamaica na década de 60 através de recriação rítmica como base para as raízes musicais jamaicanas entre ela o reggae.

Os Djs “carregavam no disco de forma suave fazendo que a voz do intérprete parecesse em desaceleração contínua ou parava simplesmente, em esporádica facções de tempo”. Processos eletrônicos na música, ou colocação de câmera com eco ao fundo. Por meio desta técnica, a música ia ganhando novos contornos, esta intervenção foi denominada “dubbing” os Djs eram e são muitos habilidosos nesta técnica. Na década de 70 estas técnicas são aperfeiçoadas na explosão da nova cultura que surgia nos subúrbios de Nova York

Break: É a dança do Hip Hop. É a expressão sica que tem como característica marcante gestos “quebrados”. É uma dança pracada em roda, onde os dançarinos (b.boys e b.girls) mostram uma variedade de passos. O break foi um dos elementos que contribuiu por meio de suas formas ritmicas, para que os DJs criassem bases apropriadas para combinar com as “quebras” do breaks. O break vai muito além de uma dança, é uma luta entre dançarinos, geralmente em círculos, que é formado espontaneamente.

A entrada do b.boy ao círculo anuncia o desafio, e lá ele executa sua performance acompanhando o ritmo que vai determinar a quebra do seu corpo, quando vai sair procura o momento crucial para “amendrontar” o dançarino que será seu desafiante. O break foi influenciado pelo funk, soul, discos, danças caribenhas, movimentos da ginástica olímpica, o kung fu e a capoeira. Geralmente é dançado com rap de batidas aceleradas ou com “mixagens” também conhecidas por breakbeats. De acordo com Fuchs (2008).

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