Brasília - DF
16 de agosto de 2017

#SOMOSTODOSADEMIRGONÇALVES

Foram Apresentados Laudos técnicos expedidos por peritos contratados pela família de Ademir o jovem que foi torturado por agentes da receita federal ao ponto de morrer dentro de uma sala na Aduana fronteira Brasil/Paraguay.

O Laudo confirma aquilo que a população, testemunhas que foram ouvidas e as imagens e videos do momento da abordagem mostram, sim, Ademir foi torturado e morreu por asfixia direta e indireta 

Contrariando assim a conclusão do Instituto Médico-Legal, cujo laudo divulgado diz que Ademir Gonçalves morreu por intoxicação exógena, ou seja, causada por algum agente de fora do corpo.

O mais incrível disso é ver o delgado da Policia Federal inocentando os servidores federais e em coluio com o Ministério Publico pedir arquivamento do processo, tentando alegar que Ademir havia ingerido drogas.

Após analise o perito concluiu que o laudo apresentado pelo delegado da policia federal tem a função de denegrir a imagem da vítima com intenção de justificar a ação dos servidores da Receita Federal.

A equipe de advogados que representam informaram que todos os fatos apresentados possuem embasamento técnico e não ha nada que justifique a conduta dos servidores da Receita Federal, nem possibilidade alguma de arquivamento do caso. “Todas as nossas provas foram embasadas pela analise de peritos fármacos, depoimentos de testemunhas, fotos e degravação de conversas entre os agentes e os médicos do SAMU:

“A vítima não portava arma e portanto, não havia necessidade de uma abordagem da forma como foi conduzida,  a família afirmou que o novo laudo foi anexado no processo e agora esperamos abertura de novo inquérito, concluiu Wilson Neres um dos advogados contratados pela família de Ademir.

Outro fato interessante é o Laudo apresentado pelos peritos da Polícia Federal, se fizermos uma breve analise parece copia dos laudos apresentados pela polícia na época da ditadura militar para justificar a morte  de cidadãos brasileiros que foram mortos e torturados pelos agentes de repressão, é como se deram um Ctrl-c / Ctr-v .

O que se conclui com tudo isso é que o Estado ainda é o maior assassino brasileiro: 


” Quando o estado usa as suas forças policiais para agredir, ferir e matar sem justa causa, quando permite a criação de leis que justifica políticos corruptos se manterem no poder, quando as leis trabalhistas favorecem apenas os patrões e os grandes empresários e não o trabalhador, quando  a retirada dos recursos da Saúde inibindo o SUS em troca do favorecimento das empresas de planos de saúde acontecem, o que esperar senão a morte?”

Tudo isso só mostra que continuamos vivendo baixo uma ditadura, onde o estado é capaz de mentir, denegrir a imagem de um cidadão de em prol de manter a sua imagem imaculada de fazedor do bem.

O que esperamos é que a população reaja diante do caso Ademir,  como disse um amigo um dia desses: “o caso Ademir é na nossa casa, no nosso quintal”. Verdade é que não podemos permitir que isso se passe sem solução, e que mais uma família sofra a perda de familiares, se permitirmos que isso passe sem solução efetiva. estaremos abrindo precedentes para outros casos. #SomostodosAdemirGonçalves

Amilton Farias:

Jornalista – Escritor – Conferencista Internacional – Profissional na Área de Comunicação – Conselheiro Estadual de Cultura do Paraná – Diretor Presidente do Projeto NewForLife – Porta Voz Geral da Rede Sustentabilidade no Estado do Paraná – Presidente do Centro de Direitos Humanos de Foz do Iguaçu – Secretario Geral do Nucleo ODS de Foz do Iguaçu

 

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