Manifesto

IGUALDADE E BEM-VIVER

Enfrentamento ao sofrimento vivido pelos 99% da população e combate aos privilégios do 1% nas suas diversas manifestações. Adoção dos princípios do bem-viver como estratégia de superação dos modelos de produção que exploram tanto a natureza quanto as pessoas – sejam eles capitalistas, neoliberais ou neo-desenvolvimentistas.

CONSTRUÇÃO COLETIVA

A busca do comum. Não há saídas individuais: soluções para problemas coletivos são sempre coletivas.

RESPONSABILIDADE HISTÓRICA

Nossos passos vêm de longe. Conhecer e defender a luta dos trabalhadores e das populações historicamente excluídas, além da importância simbólica da narrativa histórica são deveres inegociáveis.

ANTI-FASCISMO

Os diferentes segmentos da esquerda, de anarquistas a social-democratas, devem deixar de lado suas diferenças quando enfrentam o inimigo comum, que é o fascismo – tanto em seu aspecto ideológico, quanto em suas expressões políticas, sociais e culturais.

LIBERDADE RELIGIOSA E ESTADO LAICO

O Nós se compromete com a defesa da liberdade individual de crença e de não-crença, respeitando a formação multicultural do povo brasileiro e combatendo a influência de quaisquer religiões dentro do Estado.

FEMINISMO

A subjugação das mulheres é uma das mais elementares formas de opressão. Por isso, são indispensáveis o enfrentamento ativo das desigualdades de gênero e a busca incessante da eliminação do sexismo. Lutamos pela promoção de políticas voltadas à equidade de representatividade, acesso e oportunidades a todas as mulheres (cis ou transgêneras); bem como pela plena garantia de seus direitos sociais, políticos, econômicos e reprodutivos. Suas vozes e mentes devem ser centrais em qualquer debate público. O corpo da mulher pertence somente a ela e, sobre ele, apenas ela decide.

COMBATE À LGBTFOBIA

Compromisso com a garantia de dignidade e promoção de igualdade e direitos civis, políticos e sociais à comunidade LGBTQI (lésbicas, gays, bissexuais, trans, queer, intersexuais). Enfrentamento à patologização e criminalização das múltiplas orientações sexuais e identidades de gênero.

ENFRENTAMENTO AO RACISMO

O combate a uma estrutura de opressão deve ser ativo. O racismo não vai deixar de existir simplesmente porque dizemos que não somos racistas, mas porque enfrentamos ativamente suas formas de reprodução.

INTERSECCIONALIDADE

O enfrentamento de problemas sociais e históricos deve sempre englobar gênero, raça, classe e demais dimensões que geram exclusão política, econômica e social. É necessário produzir programas e políticas integradas, que enfrentam esses problemas pela raiz, sempre com o objetivo de eliminar as desigualdades.

COMUNICAÇÃO, REDES E TECNOLOGIAS LIVRES

A radicalização da democracia e a ampliação da cidadania no século XXI dependem da democratização dos meios de comunicação e do acesso à produção e veiculação de informações e tecnologias.

ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA INSTITUCIONAL

Compromisso com a não-utilização do direito penal como primeira resposta a conflitos sociais. Adoção de propostas para a não-militarização da vida cotidiana e priorização de políticas criminais alternativas, como meio de reverter o encarceramento em massa.

COMPROMISSO COM A VERDADE

Não contribuir com o distúrbio informativo e trabalhar ativamente para freá-lo. É inaceitável a divulgação de dados falsos, manchetes enganosas, imagens trucadas e manipuladas, ou vídeos caluniosos. A propagação da desinformação destrói qualquer possibilidade de democracia.

TRANSPARÊNCIA

Transparência deve ser entendida não apenas em termos financeiros, mas também em suas dimensões política e ideológica. O Nós se compromete com a disponibilização pública e o compartilhamento ativo de dados, conhecimentos, saberes e posições.

 

– Educaçao: Defendemos a Educação Livre, á qual vai de contra o sistema educacional, pois
cremos que o sistema atual de educação gera uma série de problemas sociais e psicológicos nas pessoas.

Temos visto que o acesso a informação tem trazido grandes conhecimentos aos adolecentes e jovens, e
isso tem feito com que o modelo educacional apresentado ha sido ultrapassado e fracassado não cosneguindo
assim acompanhar e chegar ás necessidades dos jovens, pois eles estão a frente desse modelo fracassado de ensino, fazendo-os se
sentirem desmotivados, por essa razão a cada ano a evasao nas escolas.

Isso se dá por conta de um dogma, estabelecido ao longo do tempo, que pressupõe que só podemos
quantificar o quanto aprendemos sobre um assunto através de exames e notas.

Essa forma de medir o aprendizado gera enormes conflitos cognitivos nas crianças e nos adolescentes,
por impor um exagerado grau de competição entre eles. Invariavelmente, SEMPRE se termina comparando
o melhor com o pior, de forma que SEMPRE, alguém vai ter que se sentir diminuído frente aos demais.
Deste modo, como regra, SEMPRE haverá ganhadores e perdedores. Como consequência disso, o rendimento
escolar acaba determinando a qualidade de uma pessoa na sociedade e seu acesso a muitos cargos e funções
(privadas ou públicas).

Assim, considera-se um fracassado aquele que não consegue entrar ou terminar uma boa faculdade ou que não
consegue encontrar um bom emprego (um emprego que pague bem). Por outro lado, considera-se uma pessoa de
sucesso aquela que consegue tirar boas notas, terminar muitos estudos e obter um bom emprego (que pague bem).

Na realidade, o sistema está simplesmente medindo o quão adaptável uma pessoa se torna ou não ao próprio sistema.
Quem não se encaixa é praticamente descartado à força. Assim, o sistema educacional atual gera pessoas “de sucesso”
que se autoenganam desde jovens, forçadas a estarem felizes com coisas que não as fazem realmente felizes.
Terminamos por gerar classes dominantes formadas por pessoas frustradas.

– As Drogas – Descriminalização

Durante anos temos visto que métodos tradicionais usados para combater o tráfico não tem funcionado, não são poucos
os numeros de jovens assassinados por terem contato direto com os traficantes, Cremos que a descriminalização
e a regularização do estado desarticularizara o crime organizado.

Enquanto em diversos países do mundo a política repressiva vem sendo cada vez mais colocada em xeque, no Brasil
as penitenciárias estão abarrotadas de usuários de drogas, na sua maioria negros e pobres, sem antecedentes criminais.
A atual política antidrogas, que criminaliza e aprisiona usuários, ainda que estejam portando pequenas quantidades
para uso próprio e não tenham cometido nenhum tipo de violência, acirra as mazelas das desigualdades sociais e atinge
diretamente os mais pobres, servindo de pretexto para o higienismo e o encarceramento em massa de milhares de jovens
das periferias e favelas do país. Paradoxalmente, a consequência direta dessa política equivocada de guerra às drogas
é que a maioria dessas pessoas, que até então não tinha nenhuma ligação com o crime organizado, passa a ter, contribuindo para aumentar a violência que supostamente pretendia-se combater.