Monthly Archive Outubro 2018

BRUXAS E PROTESTOS

Por Claudio Siqueira

Nos países católicos o 31 de outubro é o Dia Das Bruxas. A tradição diz que isso acontece por ser 31 de outubro o Dia da Reforma Protestante, data em que Martinho Lutero fixou suas 95 teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg.

A rivalidade entre protestantes e católicos só foi atenuada recentemente. Antes guerras aconteceram entre as duas facções do cristianismo, incluindo ofensas mútuas e o Dia das Bruxas para uns e o da Reforma para outros.

As duas igrejas dividiram o ocidente: o mundo latino teve a hegemonia católica e o mundo anglo-saxão foi para o lado do protestantismo.

No Brasil podemos distinguir os evangélicos dos protestantes tradicionais. Talvez só aqui isso acontece. Temos então os protestantes históricos reformados, representados pelos calvinistas (presbiterianos), anglicanos, batistas e luteranos; os metodistas também podem ser considerados protestantes apesar de pertencerem ao movimento de avivamento espiritual. Os evangélicos divididos entre pentecostais e neopentecostais. Pentecostais são os que nascem da Assembléia de Deus original, fundada mais de século por um pastor batista dissidente. Os neopentecostais começam a crescer após o nascimento da Universal do Edir Macedo. O que diferencia um do outro é que os neopentecostais apostam na teologia da prosperidade como marketing. Outro momento falaremos disso.

Duas grandes conquistas do ocidente são mérito do protestantismo: a educação universal e o Estado laico.

Para o protestantismo é essencial que o leigo leia a Bíblia, pois parte do princípio de que o cristão tem que interpretar as escrituras por conta própria. Daí que as igrejas protestantes fundaram escolas e universidades. Disso portanto temos o nascimento da era moderna da nossa História.

A modernidade de fato apenas se concretiza com o Estado laico. O protestantismo exige para sua existência a liberdade de culto. Também é essencial para o protestantismo que o Estado seja dividido da igreja.

Lamentavelmente os evangélicos brasileiros estão se afastando desses dois princípios fundamentais protestantes, educação universal e Estado laico. Talvez isso implique a necessidade de uma nova reforma no seio dos evangélicos.

Se para os católicos um valor importante é a igualdade entre os humanos perante Deus, para o protestante o valor mais caro é a liberdade. Liberdade de pensar e agir dentro da fé.

Vamos pensar em propor para um projeto de uma nova reforma da fé cristã que seja trabalhado ambos valores entre o Humano e a Criação, a liberdade e a igualdade.

Soli Deo Gloria – Sola Fide – Sola Gratia – Sola Christus – Sola Scriptura
#ReformaProtestante #DiaDaReformaProtestante

Erga a voz em favor da democracia e contra a barbárie

Por Amilton Farias – Portal NFL

“Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados”. Provérbios 31:8,9

Os anos passam e percebemos que a igreja segue cometendo erros irreparáveis nos seus posicionamentos e decisões, decisões que no passado levaram ao sofrimento e morte a vida de milhares de pessoas no mundo, todas essas decisões sempre foram tomadas em cima de interesses políticos e econômicos, o anseio pelo poder sempre colocado acima do interesse do evangelho e dos necessitados. esquecendo assim o verdadeiro sentido e propósito da igreja. Thigo:1:27.

A igreja se corrompeu, hoje o interesse que tem pelo pobre e necessitado na maioria das vezes é apenas para explorá-lo, com promessas de vida fácil e com pregações sem Deus arrancam toda a lã das ovelhas, para satisfação do seu próprio ego e desejo de poder. Ezequiel 34:1-4.

A igreja perdeu o sentido, e nos momentos mas trágicos da humanidade colocou seu interesse pessoal acima do interesse do evangelho. No passado não foi diferente, a igreja apoiou o nazismo, a klu klux klan a segregação racial e o apartheid, inclusive o golpe militar no Brasil, salvo alguns pastores como Dom Helder Câmara, Dom Evaristo Arns, Bonhoeffer, Martin Luther King, Desmond Tutu e outros mais, que no momento da tragédia estabelecida tiveram que tomar decisões, e nesse momento, tiveram a visão real da verdadeira importância da igreja e do evangelho, e escolheram o lado certo, defendendo os direitos civis, sociais e a democracia.

Como diz o filósofo: A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa, as decisões da igreja no passado foi marcado de tragédias agora estão caminhando para a farsa, a farsa de apoiarem um candidato que declaradamente em rede nacional e pela internet tem feito discursos de ódio, em favor da tortura, contra os índios, negros, mulheres e trabalhadoras e trabalhadores. Será que a igreja está cega e esqueceu que o evangelho que ela prega é falando de um Cristo que defendeu o assassinato de uma prostituta? Que curou a mão mirrada e assim tirou a vergonha de um homem cuja sociedade tinha como costume usar uma mão para comer e outra para se limpar? E o que dizer da mulher no poço de Jacó que havia tido vários maridos, e segundo ela, o que estava com ela não era dela, e o bom samaritano? e o cego que vivia mendigando pelas ruas?

Quais interesses tem levado as igrejas principalmente as neo pentecostais a apoiar uma candidatura conservadora, reacionária, imposta por um pensamento nazista, a não ser o interesse do controle da mídia, de não pagar impostos e seguir levando vantagens na construção de mega templos? Alguns deles construídos de forma e em lugares irregulares? Quantos templos no Brasil foram construído em terras cedida por governos municipais e estaduais em troca de voto? Isso também é corrupção!

Por essas e aquelas declaro púbico meu posicionamento, como humano e pastor me posiciono em favor da democracia que hoje pela candidatura de Bolsonaro é colocada em perigo. me posiciono em favor e na defesa dos direitos humanos e sociais, me posiciono em favor da diversidade cultural, da proteção da Amazônia e das nossas riquezas minerais e hídricas, me posiciono em favor da terra, da economia criativa e solidária, me posiciono contra o fascismo, contra a falsa moral e contra os agrotóxicos,  Seguindo os passos do Mestre sigo do lado do oprimido, do excluído, do negro, do índio, das mulheres, e de todos aqueles que sofrem discriminação e intolerância religiosa, decido ficar do lado das trabalhadoras e trabalhadores, como tenho dito entre a promessa da ponta do fuzil e a corrupção, prefiro com nas instancias democráticas combater a corrupção.

Amilton Farias
– Jornalista – Portal NFL
– Fundador do NewForLife Projeto
– Membro do CDHMP

Direitos Animais: A Abordagem Abolicionista – 2

Como podemos justificar essa matança?

Não podemos justificar essa matança baseados na ideia de que precisamos comer produtos animais por questões de saúde. Não há dúvida de que não precisamos.

Na realidade, a evidência mostra, cada vez mais, que os produtos animais fazem mal à saúde humana.

Não podemos justificar essa matança baseados na ideia de que ela é “natural” porque os humanos comem animais há milênios. O fato de estarmos fazendo uma coisa há muito tempo não quer dizer que essa coisa seja moralmente boa.

Os humanos foram racistas e machistas durante muitos séculos, e agora reconhecem que o racismo e o machismo são imorais.

Não podemos justificar essa matança como necessária para a ecologia global. Há um crescente consenso quanto  ao fato de que a criação de animais para comida é um desastre ambiental.

• Segundo a FAO, a criação de animais para comida é responsável por mais emissão de gases do efeito estufa do que o uso de gasolina em carros, caminhões e outros veículos.

• A pecuária utiliza 30% de todo o solo do planeta, incluindo 33% das terras cultiváveis, usadas para produzir comida para os animais explorados nessa atividade.

• A criação de animais para comida está resultando na devastação das florestas para criar novas pastagens e numa grave e extensa degradação do solo, que sofre compressão devido ao pastoreio excessivo, além de erosão.

• A criação de animais para comida é uma das principais ameaças aos recursos hídricos mundiais, cada vez mais escassos.  É preciso um imenso volume de água para produzir alimento para esses animais. O pastoreio excessivo em várias partes do planeta atrapalha os ciclos da água. A criação de animais para comida contribui significativamente para a contaminação aquática.

• Os animais consomem mais proteína do que produzem. Para cada quilo de proteína animal produzida, os animais consomem, em média, quase 6 quilos de proteína proveniente de grãos e forragem.

• São necessários mais de 100.000 litros de água para produzir 1 quilo de carne e aproximadamente 900 litros para produzir 1 quilo de trigo.

Como os animais consomem muito mais proteína do que produzem, os grãos que deveriam servir de alimento aos humanos são dados de comer aos animais.

Assim, a criação de animais para comida, junto com outros fatores, condena muitos seres humanos a passarem fome.

A única justificativa que temos para causar sofrimento e morte a 53 bilhões de animais por ano é que comê-los nos dá prazer, é conveniente para nós e é um hábito.

Em outras palavras, não temos nenhuma boa justificativa. Nosso modo de pensar sobre os animais não humanos é muito confuso. Muitos de nós vivem, ou já viveram, com companheiros animais como cães, gatos, coelhos, etc.

Nós amamos esses animais. Eles são membros importantes das nossas famílias. Quando eles morrem, sofremos.

Mas enfiamos garfos em outros animais que não são diferentes daqueles que amamos. Isso não faz o menor sentido.

Como tratamos os animais

Além de usarmos os animais para todo tipo de finalidade que não pode ser considerada “necessária”, nós também lhes damos um tratamento que, se fosse dado a seres humanos, seria considerado tortura.

Há leis de bem-estar animal exigindo que tratemos os animais “humanitariamente”. Mas essas leis geralmente não fazem sentido, porque os animais são propriedade.

Os animais são mercadorias: seu único valor é aquele que nós lhes damos. No que concerne à lei, animais são como carros, móveis ou qualquer outra propriedade nossa.

Como os animais são propriedade, nós geralmente permitimos que as pessoas os usem para a finalidade que quiserem e lhes causem um sofrimento terrível durante o processo.

Por que não obter leis e padrões industriais melhores?

A maioria das organizações de proteção animal afirma que a solução para o problema da exploração desses seres é melhorar as leis de bem-estar animal, ou fazer pressão para a indústria melhorar os padrões de tratamento. Essas
organizações fazem campanhas por métodos de abate mais “humanitários”, sistemas de confinamento mais “humanitários” como jaulas maiores, etc. Algumas delas afirmam que melhorar o tratamento dos animais faz com que o uso de animais seja totalmente eliminado no futuro, ou, pelo menos, seja significativamente reduzido.

Mas será que a solução é essa, mesmo? Não, não é.

A realidade econômica é tal que as reformas bemestaristas oferecem poucas melhoras, se é que oferecem alguma. Por exemplo, o abate “humanitário” de aves com gás envolve tanto sofrimento quanto o abate de aves com choque elétrico.

Caracterizar a exploração dos animais como uma atividade que está ficando mais “humanitária” faz o público se sentir mais à vontade quanto ao uso de animais, o que o incentiva a continuar consumindo produtos animais e pode até aumentar o saldo de sofrimento e mortes.

Além disso, não há absolutamente nenhuma prova de que as reformas bem-estaristas levem ao fim do uso de animais ou a uma redução significativa do seu uso. Os padrões e as leis de bem-estar já existem há mais de 200 anos e nós estamos explorando mais animais, e em condições ainda mais horríveis, do que em qualquer época da história humana.

E o mais importante de tudo é que reformar a exploração ignora a questão fundamental: como podemos justificar o uso de animais como nossos recursos – por mais “humanitariamente” que os tratemos?

Qual a solução?

A solução é abolir a exploração dos animais, em vez de regulá-la. A solução é reconhecer que, assim como reconhecemos que todo ser humano, independentemente de suas características particulares, tem o direito fundamental de não ser tratado como propriedade alheia, todo não humano senciente (perceptivamente consciente) também tem esse direito.

Direitos Animais: A Abordagem Abolicionista – 1

O que isso significa na prática?

Você deve estar querendo saber como fazer alguma coisa para abolir a exploração animal. Há uma coisa que você pode fazer. Você pode se tornar vegano(a). Agora mesmo. Veganismo quer dizer que você parou de consumir produtos de origem animal. O veganismo não é uma mera questão de dieta; é um compromisso moral e político com a abolição, no nível individual, e abrange questões não só de comida, mas também de roupas e outros produtos, além de outras ações e escolhas pessoais.

O veganismo é aquilo que todos nós podemos fazer hoje – agora – para ajudar os animais. O veganismo não requer uma campanha cara, nem o envolvimento de uma grande organização, nem legislação, nem nada fora o nosso reconhecimento de que, se o termo “direitos animais” significa alguma coisa, significa que não temos justificativa para matar e comer animais.

O veganismo reduz o sofrimento e a morte dos animais por meio da redução da demanda. Representa uma rejeição
à condição de mercadoria dos animais não humanos e o reconhecimento de seu valor inerente.

O veganismo também é um compromisso com a não violência. O movimento pelos direitos animais deve ser um movimento de paz e deve rejeitar a violência contra todos os animais – humanos e não humanos.

O veganismo é a forma mais importante de ativismo político em que podemos nos engajar pelos animais.

E uma vez que você tiver se tornado vegano (a), comece a educar sua família, seus amigos e outras pessoas de sua comunidade a também se tornarem veganos.

Se quisermos abolir a exploração animal, um movimento vegano é um pré-requisito necessário. E esse movimento começa com a decisão do indivíduo.

Mas o que há de errado em comer produtos animais que não a carne?

Não há nenhuma diferença significativa entre comer carnes e comer laticínios ou outros produtos animais.

Os animais explorados para produzir laticínios, ovos ou outros produtos são tão maltratados quanto os animais criados para produzir carne (ou mais maltratados ainda).

E todos eles acabam no mesmo matadouro, depois do quê nós consumimos sua carne do mesmo jeito.

Há tanto sofrimento e morte num copo de leite, ou num sorvete, ou num ovo, quanto num bife

Dizer que há uma diferença moral entre comer carnes e comer laticínios, ovos ou outros produtos animais é tão absurdo quanto dizer que há uma diferença moral entre comer vacas grandes e comer vacas pequenas.

Enquanto mais de 99% das pessoas continuarem pensando que é aceitável consumir produtos animais, nada vai mudar de verdade para os animais.

Portanto… A decisão é sua. Ninguém pode tomá-la por você. Mas, se você acredita que as vidas dos animais têm valor para eles próprios, e que por isso você deve respeitá-las, então pare de participar da matança dos animais, por mais “humanitariamente” que eles sejam tratados.


Animais: Nossa Esquizofrenia Moral

Dizemos levar os animais a sério. Todos nós concordamos que é errado causar sofrimento ou morte aos animais “sem necessidade”. Mas o que isso quer dizer?

No mínimo, quer dizer que é errado causar sofrimento e morte aos animais só porque sentimos prazer ou nos divertimos fazendo isso, ou então porque é conveniente, ou porque é puro hábito.

Mas a esmagadora maioria dos usos que fazemos dos animais – quase todos os usos – não tem nenhuma justificativa, a não ser nosso prazer, divertimento, hábito ou conveniência.

A maioria dos animais é morta para a produção de comida. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), os humanos matam aproximadamente 53 bilhões de animais – isto é, 53.000.000.000 – para comida por ano, fora os peixes e outros animais marinhos.

145 milhões…………………mortos a cada dia
6 milhões……………………mortos a cada hora
100.000 ……………….. mortos a cada minuto
1.680 …………………. mortos a cada segundo

Esse número está crescendo e poderá dobrar na segunda metade do século

River Games Festival 2018 – É Foz!

Aloha familia River Games
Agora que todos ja sabem as atrações nacionais do River Games Festival 2018, que tal chamar geral pra confirmar presença do evento mais lindo da fronteira?

Então Recap…
Sabadão, dia 03 de Novembro, no Gramadão da Vila, a partir das 09h.
O ingresso? Daquele jeito de sempre! – Na faixa, free, 0800 mesmo, família! É só colar e somar com a gente.

Atrações – Além de acompanhar 2 competições iradas, a Copa internacional de Mountain Bike e a Sunset RUN, você ainda tera um super evento cultural rolando no nosso Gramadão, com:

Oficinas Multiesportivas – Venha experimentar novos esportes

Food Park – Aqueles trucks de respeito servindo os melhores rangos

Espaço Kids – A Joy Place vai montar uma estrutura para a felicidade dos baixinhos e alegria dos paizões

Festival de Cerveja Eden Beer – pelo menos 10 tipos diferentes de cerveja em um espaço todo especial

Batalha de Rima – chegou a hora da batalha final dos campeões das batalhas da pista de 2018. É sangue!

Circo – A troupe luz da Lua vai incendiar a arena. É palhaçada!

Intervenções artísticas

Feira Alternativa – porque a economia colaborativa e o consumo consciente fazem parte do nosso rolê

Lixotec em Ação – Faça a separação daqueles resíduos eletroeletrônicos entulhados em casa e destine com a LixoTec no River Games Festival

Shows de Foz – PokaZideia / Valhalla / Haisstan / Grave Crew

DJs – Cae Traven A.K.A Uhuru Selector / DJ Smoke / Mano Zeu

E mais: Cidade Verde Sounds / Cynthia Luz / Froid / Sant / MC Marechal

Apresentação: Jessica Biot – nossa mestre de cerimonias, repórter e apresentadora, a carioca hoje radicada na Australia vem direto da terra dos cangurus para o nosso festival

AREA VIP – em breve te contamos como vc pode ver o show mais de perto e com um super kit

Loading…. Mais algumas surpresas. Fiquem ligados por aqui e preparem-se porque vai ser histórico!

Ver menos

A BÍBLIA EM DOIS TEMPOS

A Bíblia é um livro em dois tempos: o Antigo Testamento em que Deus fala para o homem que ele é um inútil e que todos os esforços do mundo não o redime de sua natureza depravada, mas Ele escolhe um filamento da humanidade para que dela nasça alguém que dará uma solução; e o Novo Testamento, em que a solução nasce em forma de Jesus.

Jesus veio primeiro para cumprir toda a Lei do Antigo Testamento, dentro dessa mesma Lei, para que o sujeito que declarar que Jesus é seu avalista, esteja livre de cumprir a Lei (Paulo fala bem dessa forma). Ou seja, o Antigo Testamento está na Bíblia pelo mesmo motivo que estudamos os evolucionistas em antropologia, para termos a referência histórica de tudo isso aí.

O cristão está livre de toda obrigação do Antigo Testamento. Nem os judeus seguem a coisa na forma da letra. O que temos do Antigo Testamento, enquanto cristãos, para absorver, são os ensinos de sabedoria oriental, ricos e úteis, deixados por Salomão e outras figuras grandiosas da antiguidade. Só.

Se quisermos seguir na letra a Lei escrita no Antigo Testamento – que foi feita só para um povo, o judeu; enquanto cristãos, estaremos invalidando o sacrifício expiatório de Jesus, nos tornando dessa forma anticristãos.

Jesus nos entrega como mandamento o amor ao próximo e o amar a Deus acima de tudo. Só podemos amar a Deus acima de tudo obedecendo seus preceitos e seus preceitos segundo Jesus é amar ao próximo como a nós mesmos.

Observemos que para sermos cristãos dentro daquilo que nos ensinam os evangelhos, precisamos apenas crer e declarar que:
1 – Jesus é o senhor;
2 – Jesus é filho unigênito de Deus;
3 – Ele veio ao mundo para nos salvar através de morte de cruz;
4 – Ele veio em corpo e subiu em corpo – logo não é só alma e espírito que importam para o cristianismo; e
5 – Ele voltará!
O resto é interpretação e acordo comunitário, que nós evangélicos e protestantes somos orgulhosos de sustentar a tradição de livre acesso e livre interpretação da Palavra Revelada de Deus.

Liberdade é o espírito basilar do protestantismo. Não permitamos que destruam essa sagrada tradição.

Claudio Siqueira
– Acadêmico de antropologia
– Designer gráfico

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”- João 8:32

Junto com o amor a verdade é dos valores mais fixos na construção da identidade cristã. Verdade em si é algo que em sua completude é quase impossível de ser assimilado por nós mortais, por isso vivemos sempre em busca de aspectos dela. Cristo se revela como a Verdade, e na dúvida, seguir seus passos imitando-o, resolve o problema da dificuldade de sabermos o que é verdade, dentro do cristianismo.

Para cristãos e não cristãos, sabemos porém, que viver na verdade é viver evitando a mentira.

Um cristão antes de todos deve nas redes sociais jamais difundir fake news. Isso faz parte dos poucos mandamentos deixados por Cristo, buscar a verdade. o NT realmente nos obriga a pouca coisa, nada além de amar, viver na verdade e ser alegre.

Mal inicia-se o segundo turno e recebo inbox no Messenger do Facebook corrente de fake news contra Haddad sobre o já desmentido “kit Gay”. Sério, cristãos não podem fazer isso, mesmo que vejam no PT o arauto do demônio, cristãos não podem atacar o mal eleito com a mentira. Não se expulsam demônios com demônios.

É muito cansativo ficar repetindo as coisas, mas deixo aqui o recado para meu amigo cristão que venha falar que vota no #EleNão por conta da questão da diversidade (homofobia explícita já nessa declaração):

1 – Não existe ideologia de gênero. Espalhar mentiras sobre isso torna o cristão réu do inferno. O que existe são os estudos de gênero desenvolvidos por cadeiras da antropologia e sociologia. Há o diálogo e debate sobre gênero que deve iniciar-se no ensino médio para ensinar o cidadão a saber que existe a diversidade e respeitar ela.

2 – Não existe “Kit Gay”. Espalhar mentiras sobre isso torna o cristão réu do inferno. O que existiu foi uma cartilha chamada “Escola sem Homofobia” que levaria o diálogo e debate sobre gênero para o ensino médio para ensinar o cidadão a saber que existe a diversidade e respeitar ela.

Cristãos, lutemos pela verdade. Independente do voto, a verdade acima de tudo.

Claudio Siqueira
– Acadêmico de antropologia
– Designer gráfico