SOCIEDADE DIGIMON

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Esse debate “criacionismo versus evolucionismo” tornou-se atemporal nos círculos de debates leigos. Um crente coerente pode enxergar coerência na teoria da evolução e um ateu sincero pode chegar à conclusão de que essa teoria não responde às grandes questões da vida, a saber, “quem sou”, “o que sou”, “por que sou” e “para que sou”.

Destarte esse debate fica apenas na questão da existência ou não de alguém ou algo que criou isso tudo aqui. Evolução mesmo, levada a sério por esses que se perdem nesses debates, só a dos pokémons e digimons.

Sobre pokémons e digimons, importante observar que os primeiros evoluem e não “desevoluem” e os outros “digivoluem” mas retrocedem ao estado inicial.

Nesse sentido nossa sociedade está mais para digimon do que pokémon.

Vemos neste momento eleitoral parcela de nossa sociedade regredindo em comportamento e cultura, retrocedendo ao protótipo primitivo humano sugerido pela arqueologia: o ser simiesco, brutal, defensor do seu território contra estranhos e violento contra as inovações.

O ovo do fascismo chocou e a raiz do mal encontrou campo fértil no meio da massa reprimida, assustada e alienada.

Um povo brutalizado por um processo colonial exploratório hoje revela o desejo revanchista de passar essa exploração adiante, para aquele considerado mais fraco.

Paulo Freire já disse que “quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor.” Então como digimons nossa sociedade avançou e prosperou nas últimas décadas, mas sem ter base para formar uma consciência de classe adequada, hoje retrocede à barbárie.

O problema não é adquirir conhecimento, mas mantê-lo.

É papel nosso, dos que adquiriram consciência e a mantém em certa escala, buscar entender o processo em que vivemos e a saída para esse caos implantado pelo processo histórico colonial.

Pokémons fizeram mais sucesso que digimons pelo fato deles evoluírem e não retrocederem.

 

Claudio Siqueira
– Acadêmico de antropologia
– Designer gráfico

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